XX Edição Temática de Cinema do CINEdebate & História

 

“MÍDIA, POLÍTICA E IDEOLOGIA: 

NEGACIONISMO, RACISMO E PATRIARCALISMO ESTRUTURAL EM DEBATE”

 

FICHA DE INSCRIÇÃO! CLIQUE AQUI! (a partir de 7 de maio)

 

Apresentação

 

Uma característica dos tempos atuais é o avanço de pautas negacionistas, de práticas racistas e o aumento da violência de gênero contra mulheres, no Brasil e no mundo. A agenda de grupos políticos de ultradireita, a exemplo de Trump nos Estados Unidos, Milei na Argentina, e o bolsonarismo no Brasil, é alimentada por uma onda conservadora pautada em fake news, na ideologia de superioridade branca e masculina.

 

A internet, por meio de sites e redes sociais, virou um palco de promoção de fake news, de racismo e de discurso red pill, a "machosfera" e a masculinidade agressiva e misógina. Em um cenário de pós-verdade, essas narrativas promovem ódio e intolerância, atacam os princípios democráticos, geram instabilidade social e institucional.

 

No Brasil, segundo matéria publicada no site Geledés, casos de racismo tiveram um aumento de 64% em 2024, números de processos judiciais registrados. São informações do Conselho Nacional de Justiça, por meio do Painel de Monitoramento Justiça Racial. Não entra nessa estatística os casos de racismo que não foram judicializados. 

 

Ainda, no Brasil, registra-se o aumento de casos de estupros, feminicídio e outras violências contra a mulher. Nos últimos 10 anos, o crescimento de feminicídio ultrapassou a marca de 300%. E há, na mídia digital, narrativas que fortalecem esses números (como o discurso red pill). A produtora Brasil Paralelo, uma obscura empresa ligada a extrema direita, chegou a produzir um documentário em que desqualifica a Lei Maria da Penha, inclusive, com uso de documento falso. O filme dissemina inverdades e promove uma campanha de ódio contra mulheres. Esse tipo de discurso contribui para o aumento de casos de violência no país.  

 

Ademais, figuras públicas do segmento religioso cristão, católico e evangélico, padres e pastores “pop stars”, em seus templos e redes sociais, numa leitura enviesada e descontextualiza da Bíblia, sem se pautar nos verdadeiros ensinamentos de Jesus Cristo, fortalecem o discurso de submissão feminina, a mulher como auxiliar do homem, aumentando assim a sensação, no homem, de que a mulher deve ser dócil, obediente e servil. Pesquisas apontam, ano base de 2025, que 42,7% das mulheres evangélicas sofrem violência doméstica, número superior à média nacional.

 

O objetivo principal desta edição temática de cinema é discutir esses temas que são caros para a sociedade brasileira em particular, evidenciando e debatendo os grupos que as forjam, os seus mecanismos de difusão (especialmente sites e redes sociais) e as ideologias que sustentam esses discursos. É necessário, urgente, combater essa onda conservadora, a máquina digital de desinformação, o racismo e a violência contra as mulheres.

 

Esta temática, que aborda temas emergentes e atuais da contemporaneidade, é um convite também para alunos concluintes de Ensino Médio, pois esses debates que serão apresentados e discutidos, nessa mostra de cinema, poderão aparecer em provas do ENEM e nos vestibulares em 2026.

 

Esta edição é, mais uma vez, uma parceria entre o CINEdebate & História e o Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem e Sociedade (PPGELS) da UNEB/Campus VI, que conta com a participação de mestrandos (as) da disciplina “Ensino, Linguagens e Práticas Sociais (2026.1)” na condição de palestrantes.

 

Local, data, inscrição e número de vagas

 

O evento acontecerá na Casa Anísio Teixeira, de 15 a 17 de junho de 2025, de 13:30h às 18:00h. Após a exibição do filme, acontecerá uma palestra seguida de debate. Ao final, sorteio de livros em cada sessão.

A inscrição, gratuita (ficha de inscrição acima), será realizada no site da UNEB de 10 de maio a 14 de junho, ou até completar o número de vagas, de 120 inscritos (capacidade da sala de cinema).

 

Certificado de participação – Os ouvintes com 75% de participação receberão um certificado de 15 horas. 

 

PROGRAMAÇÃO

 

Sessão 01 – 15 de junho (segunda)     13:30h     Casa Anísio Teixeira

 

Não olhe para cima? (Don't Look Up / 2021 / 138 min.)

Direção: Adam Mckay        Classificação: 16 anos

 

Elenco: Leonardo DiCaprio (Dr. Randall Mindy), Jennifer Lawrence (Kate Dibiasky), Meryl Streep (President Orlean), Cate Blanchett (Brie Evantee) e Rob Morgan (Dr. Teddy Oglethorpe).

 

Sinopse: “Dois astrônomo em pânico fazem uma digressão mediática para avisar a humanidade sobre um cometa mortal em rota de colisão com a Terra.” (Site IMDB).

 

Palestrantes - 

 

 

Sessão 02 – 16 de junho (terça)     13:30h     Casa Anísio Teixeira

 

Medida provisória? (2020 / 94 min.)

Direção: Lázaro Ramos        Classificação: 14 anos

 

Elenco: Alfred Enoch (Antônio Gama), Taís Araújo (Capitu), Seu Jorge (André Rodrigues), Adriana Esteves (Isabel Garcéz) e Renata Sorrah (Izildinha).

 

Sinopse: “Num Brasil quase futuro distópico, um governo autoritário ordena a todos os cidadãos de origem africana que se desloquem para África, criando o caos, protestos e um movimento de resistência clandestino que inspira uma nação” (Site IMDB).

 

Palestrantes –

 

Sessão 03 – 17 de junho (quarta)     13:30h     Casa Anísio Teixeira

 

Entre mulheres (Women Talking / 2022 / 104 min.)

Direção: Sarah Polley      Classificação: 14 anos

 

Elenco: Rooney Mara (Ona Friesen), Claire Foy (Salome Friesen), Jessie Buckley (Mariche Loewen), Ben Whishaw (August Epp), Frances McDormand (Scarface Janz), Judith Ivey (Agata), Sheila McCarthy (Greta) e Michelle McLeod (Mejal).

 

Sinopse: “Em 2010, as mulheres de uma comunidade religiosa isolada lutaram para conciliar sua realidade com sua fé. Baseado no romance de Miriam Toews” (Site IMDB).


Palestrantes –


 

Coordenação/Monitoria: 

Jairo Carvalho do Nascimento