Minicurso

 

MINICURSOS

 

Aviso – O material bibliográfico será selecionado e disponibilizado, antecipadamente, aos participantes do minicurso.

 

MC 1 - MEMÓRIA E HISTÓRIA ORAL EM COMUNIDADES TRADICIONAIS

 

Nivaldo Osvaldo Dutra

Doutor em História Social (PUC-SP)

Professor Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: O minicurso propõe trabalhar a importância da memória e da oralidade entre os povos tradicionais, principalmente no que se refere a manutenção de sua identidade. Analisa alguns fragmentos de entrevistas realizadas durante as pesquisas, feitas junto a moradores de comunidades tradicionais, no sentido de percebermos a relevância dessas memorias coletadas através das entrevistas.

 

Bibliografia

 

ALBERTI, Verena. Histórias dentro da história. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.

FERREIRA, Marieta de Moraes. História, tempo presente e história oral. Topoi, Rio de Janeiro, v. 3, n. 5, p. 314-332, dez. 2002.

JOUTARD, Philippe. Desafios à história oral o século XXI. In: ALBERTI, Verena; FERNANDES, Tania Maria; FERREIRA, Marieta de Moraes (Org.). História oral: desafios para o século XXI. 2000. p. 31-45.

LATIF, Antonia Cassab; RUSCHEINSKY, Aloisio. Indivíduo e ambiente: a Metodologia de Pesquisa da História Oral. BIBLOS: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande (RS), v. 16, p. 7-24, 2004.

LOPES, Vânia Vieira. Fontes orais e suas implicações na escrita da História. Link para acesso:  https://hetec.wordpress.com/anteriores-2/artigos/242-2.

POLLAK, Michel. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 2 , n. 3, p. 3-15, 1989.   

MATOS, Hebe. Remanescentes das comunidades dos quilombos”: memória do cativeiro e políticas de reparação no Brasil. Revista USP, São Paulo, n.68, p. 104-111, dezembro/fevereiro 2005-2006.

SANTOS, Antônio Cesar de Almeida. Fontes orais: testemunhos, trajetórias de vida e história. Universidade Federal do Paraná, p. 1-10.

POLLAK , Michael. Memória e identidade Social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, p. 2000-2012, 1992.

PORTELLI, Alessandro. O que faz a história oral diferente? Alessandro Portelli, Tradução de Maria Therezinha Janine Ribeiro. Revisão técnica: Déa Ribeiro Fenelón . Projeto História, São Paulo, (14) 1997.

SANTOS, A. C. A. Fontes orais: testemunhos, trajetórias de vida e história. Revista Via Atlântica, 4, 1-10. 2000.

 

 

MC 2 - HISTÓRIA DO CINEMA: TEORIA DE GÊNERO E SÍNTESE DOS MOVIMENTOS CINEMATOGRÁFICOS NO MUNDO E NO BRASIL

 

Jairo Carvalho do Nascimento

Doutor em História Social (UFBA)

Professor Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: O curso se propõe a discutir a teoria de gênero cinematográfico (os tipos de filmes) e apresentar uma síntese da história do cinema mundial, abordando as principais correntes cinematográficas que marcaram a trajetória de determinados países, seus contextos culturais, seus principais filmes e diretores. No cinema mundial, discutiremos os seguintes temas e correntes cinematográficas: o cinema soviético, o cinema clássico de Hollywood e o neorrealismo italiano (primeiro dia). No caso brasileiro, abordaremos três fases do cinema nacional: a Chanchada, o Cinema Novo e a Pornochanchada (segundo dia). O minicurso será conduzido a partir de aulas expositivas dialogadas, leituras e críticas de textos, exposição de um acervo de imagens de cartazes e fotografias de filmes, em PowerPoint, e apresentação de vídeos editados, com pequenos trechos de filmes. Ou seja, para cada tema ou período abordado, apresentaremos trechos de filmes para enriquecer o debate.

 

Bibliografia

 

ALTMAN, Rick. Los géneros cinematográficos. Barcelona: Paidós, 2000.

BAPTISTA, Mauro; MASCARELLO, Fernando (Org.). Cinema mundial contemporâneo. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, 2008. 

BORDWELL, David; THOMPSON, Kristin. A arte do cinema: uma introdução. Tradução de Roberta Gregoli. Campinas, SP: Editora da Unicamp; São Paulo: Editora da USP, 2013.

CATANI, Afrânio M.; SOUZA, José Inácio de Melo Souza. A chanchada no cinema brasileiro. São Paulo: Brasiliense, 1983.

JULLIER, Laurent. Qué es una buena película. Barcelona: Paidós, 2006.

MASCARELLO, Fernando (Org.). História do cinema mundial. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, 2006.

NASCIMENTO, Jairo Carvalho do. Erotismo no cinema brasileiro: a pornochanchada em perspectiva histórica. Curitiba: CRV, 2018.

NOGUEIRA, Luís. Gêneros cinematográficos. Covilhã (Portugal): LabCom Books, 2010. 

RAMOS, Fernão (org.). História do cinema brasileiro. 2 ed. São Paulo: Art Editora, 1990.

STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Tradução de Fernando Mascarello. Campinas, SP: Papirus, 2003. 

STERNHEIM, Alfredo. Como era gostoso o nosso cinema. Filme Cultura, São Paulo, n. 52, p. 22-26, out. 2010.

XAVIER, Ismail. Cinema brasileiro moderno. 2 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001. 

 

 

MC 3 – UMA GRAFIA DA VIDA: IMPASSES, PROBLEMAS E SUGESTÕES PARA TRAJETÓRIAS, PERCURSOS E ITINERÁRIOS NA HISTÓRIA SOCIAL

 

Alex dos Santos Guimarães

Doutorando em História Social (UFBA)

Professor Auxiliar do Curso de História (UNEB/CAMPUS XVIII

 

Resumo: O minicurso faz um balanço da história da biografia como gênero e procura indicar caminhos que acomodem perspectivas mais estruturalistas com outras mais historicistas. Aposta também nas análises que privilegiam as trajetórias do sujeito, numa perspectiva comparada, geracional, de gênero, e que toma o contexto do(a) biografado(a) em uma chave crítica. Propõe ainda uma reflexão sobre o gênero biográfico a partir de quatro questões: i) sua trajetória; ii) seu resgate pela historiografia recente; iii) seus impasses atuais; iv) uma proposta de construção de biografias a partir da perspectiva da vida cotidiana.

 

Bibliografia

 

ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. História, a arte de inventar o passado: ensaios de teoria da história. Bauru (SP): Edusc, 2007.

_______. João José Reis. Domingos Sodré, um sacerdote africano: escravidão, liberdade e candomblé na Bahia do século XIX. Revista Brasileira de História, São Paulo, n. 57, vol. 29, 2009 (Resenha).

ARAÚJO, Paulo César de. O réu e o rei: minha história com Roberto Carlos, em detalhes. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

AVELAR, Alexandre de Sá; SCHMIDT, Benito Bisso (Org.). Grafia da vida: reflexões e experiências com a escrita biográfica. São Paulo: Letra e Voz, 2012.

BOURDIEU, Pierre. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. (orgs.). Usos & abusos da história oral. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1996.

DE CERTEAU, M. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982.

DOSSE, François. O Desafio Biográfico: escrever uma vida. Tradução Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes. O cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

LEVI, G. Usos da biografia. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. (orgs.). Usos & abusos da história oral. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1996.

LORIGA, S. A biografia como problema. In: REVEL, J. (Org..). Jogos de escalas. A experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1998.

REIS, João José. Domingos Sodré, um sacerdote africano: escravidão, liberdade e candomblé na Bahia do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

SCHMIDT, Benito Bisso. Quando o historiador espia pelo buraco da fechadura: biografia e ética. História (São Paulo) v.33, n.1, p. 124-144, jan./jun. 2014

 

 

MC 4 - “MARGARIDAS NO ASFALTO”: MULHERES E REGIMES AUTORITÁRIOS

 

Daniela Moura Rocha de Souza

Pós-Doutora em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

Doutora em Educação (UNICAMP)

Professora Auxiliar do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Mércia Caroline Sousa de Oliveira

Mestranda do Programa “Memória: Linguagem e Sociedade” (UESB)

 

Resumo: Invisíveis e "desalmadas" na história da antiguidade ocidental ou perigosas na "sacrocêntrica" Idade Média, a dicotômica relação estabelecida com o sexo feminino, que ora era incapaz e ora, dotada de tamanha retórica inclinada "às forças ocultas", ao longo do tempo estabeleceu que o lugar da mulher deveria ser na esfera doméstica. Desencorajada dos espaços considerados de destaque intelectual e relegada a silêncios históricos, a mulher, vem ao longo dos séculos, superando a passividade imposta e se constituindo enquanto grupo organizado e mobilizado em prol de suas independências e autonomia. Iniciativas de conscientização femininas e feministas emergiram com maior destaque na sociedade contemporânea com movimentos de mulheres que descontentes com a situação a qual estavam (estão) inseridas começaram a produzir escritos ficcionais, poéticos, memórias e militantes. Em consonância com as lutas feministas contra governos autoritários, se valeram também de aportes teóricos científicos, em contextos marcados pelo autoritarismo do Estado, representando o esforço de romper com o status quo e com o silêncio da história oficial.

 

Bibliografia

 

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: fatos e mitos. 4. ed. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1970.

BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brazil, 2002.

CYFER. Ingrid. Liberalismo e feminismo: igualdade de gênero em Carole Pateman e Martha Nussbaum. Rev. Sociol. Polít., Curitiba, v. 18, n. 36, p. 135-146, jun. 2010.

CORRÊA, Marisa. Do feminismo aos estudos de gênero no Brasil: um exemplo pessoal. In: Dossiê: feminismo em questão, questões do feminismo. Cadernos Pagu (16) 2001, p.13-30. Disponível em: . Acesso em: setembro de 2017.

IZQUIERDO, Maria Jesús. El malestar en la igualdad. Madrid: Cátedra, 1998.

MAGDA, Rosa María Rodríguez. Femenino fin de siglo: la seduccion de la diferencia. Barcelona: Anthrophos, 1996.

MITCHELL, Juliet. Reflections on Twenty Years of Feminism. In: ____ (Org.). What is feminism?. New York: Pantheon Books, 1986.

______. Women: the Longest Revolution. s/d. Texto impress. Tradução nossa.

MORENO SARDÁ, Amparo. La otra política de Aristóteles. In: De qué hablamos cuando hablamos del hombre: treinta años de crítica y alternativas al pensamiento androcéntrico. Barcelona, Icaria, 2008

ORMANEZE, Fabiano. Pioneiras, mas não feministas: a trajetória das primeiras mulheres na imprensa campineira. In: Anais do 9º Encontro Nacional de História da Mídia. Ouro Preto: UFOP, 2013.

PERROT, Michelle. Escrever uma história das mulheres: relato de uma experiência. In: Dossiê – História das mulheres no ocidente. Conferência proferida no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu. Cadernos Pagu (4), 1995, p.9-28.

RAGO, Margareth. Adeus ao feminismo? feminismo e (pós)modernidade no Brasil. In: Cadernos AEL, n. 3/4, 1995/1996.

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. São Paulo: Expressão Popular, 2013.

SARTI, Cynthia Andersen. O feminismo brasileiro desde os anos 1970: revisitando uma trajetória. Estudos Feministas, Florianópolis, 12(2): 264, maio-agosto/2004.

SCHMIDT, Simone Pereira. O feminismo nas páginas dos jornais: revisitando o Brasil dos anos 70 aos 90. Revista Estudos Feministas. vol. 8, n.2, 2000. Disponível em: < https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/11921/11176 >. Acesso em: setembro de 2017.

SENKEVICS, Adriano. Sexo é natural; gênero é cultural? Um diálogo entre Joan Scott e Judith Butler. In: Ensaios de Gênero, 2012b. Disponível em: < https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/05/31/o-movimento-feminista-e-suas-multiplas-identidades-femininas/>. Acesso em: setembro de 2017.