Simpósios temáticos

 
 

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

 

ST 1 – HISTÓRIA POLÍTICA, MOVIMENTOS SOCIAIS E RELIGIOSIDADES: TERRITÓRIOS E FRONTEIRAS TEÓRICAS

 

Eduardo de Lima Leite

Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

Professor de História da Rede Estadual de Ensino (SEC-BA)

 

João Batista Vicente do Nascimento

Doutorando em Ciências das Religiões (UFPB)

Professor do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

João Reis Novaes

Doutorando em História Social (UFBA)

Professor do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Envolto em uma atmosfera de instabilidade e, influenciada pelas duas guerras mundiais, a dimensão política dos fatos sociais retornou ao centro de atenção da história, sobretudo, a partir de 1960. Essa renovação foi, também, influenciada pelo contato com outras ciências, o que expandiu suas fronteiras, levando-a a incorporar novas dimensões da vida social, o que possibilitou a inclusão de novos objetos de estudo. Consequentemente, a natureza do político e o sentido de suas relações com as outras séries de fenômenos propiciam mecanismos que permitem uma melhor análise e compreensão das experiências humanas no tempo. Norteado por essa percepção, o presente Simpósio Temático tem por finalidade reunir e dialogar com pesquisadores que estudam a História do Brasil, entre os séculos XIX e XX, a partir da interface da História Política com Movimentos Sociais, Relações de Poder e o Pensamento Religioso.

       

Bibliografia

 

ARÓSTEGUI, Julio. A pesquisa histórica: teoria e método. Bauru: Edusc, 2006.

BARROS, José D’Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

BRITO, Paulo C.; SILVA, Sandra C. C. G. (Org.). Diversidade religiosa no Brasil contemporâneo. Goiânia: Kelps, 2015.

CARDOSO, Ciro F; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Ed. Campos, 1997.

HOBSWAN, Eric. Sobre História. Tradução de Cid Knipel Moreira. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

RÉMOND, René (Org.). Por uma História Política. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1996.

 

 

ST 2 – HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, ENSINO DE HISTÓRIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

Genilson Ferreira da Silva

Doutor em Educação (UNEB/Campus I)

Professor Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Maria Sigmar Coutinho Passos

Doutora em Educação (UFBA)

Professora Assistente do curso de História (UNEB/Campus I)

 

Resumo: Esse Simpósio Temático visa promover o debate de pesquisas que contemplem as questões educacionais em sua trajetória histórica, a partir do campo da História da Educação, suas temáticas e desafios metodológicos. Trata-se também de um espaço para discussões sobre o Ensino de História e Educação Histórica, enfatizando a revisão e consolidação desse campo de pesquisa, assim como reflexões sobre experiências pedagógicas que promovem a inovação e contextualização da disciplina frente aos desafios da educação Básica e Superior. A formação de professores e os cursos de Licenciatura foram foco de políticas públicas e reformas educacionais recentes, o que impulsionou a necessidade de pesquisas e debates sobre a formação inicial e continuada, tendo especial destaque os eixos curriculares voltados para Metodologia e Prática de Ensino, Conhecimentos Pedagógicos e Estágio Supervisionado. Em consonância com tais objetivos, o Simpósio aqui proposto poderá receber trabalhos de docentes do Ensino Superior e da Educação Básica, bem como de estudantes do ensino superior, resultantes de pesquisas, propostas e práticas pedagógicas que abordem a História da Educação, o Ensino de História e a Formação de professores.

 

Bibliografia

 

ABREU, Martha; SOIHET, Raquel (Org.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.

FERNANDES, Florestan. Educação e sociedade no Brasil. São Paulo: Dominus Editora; Editora da Universidade de São Paulo, 1966. 

FONSECA, Selva. Didática e prática de ensino de História. São Paulo: Papirus, 2003.

FONSECA, Selva; ZAMBONI, Ernesta (Org.). Espaços de formação do professor de História. Campinas, SP: Papirus, 2008.

FONSECA. Thais Nivia de Lima e. História e ensino de História. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.

GUIMARÃES, Alex dos Santos, NASCIMENTO, Jairo Carvalho do, RIBEIRO, Márcia Cristina Lacerda (Org.). Pesquisa em História e Educação. Curitiba: CRV Editora, 2017.

MENEZES, Jaci Maria Ferraz de, PAIVA, Marlúcia Menezes de, AQUINO, Maria Sacramento (Org.). História e memória da educação na Bahia: fortalecendo redes de pesquisa. Salvador: EDUNEB, 2012. 

MONTEIRO; GASPARELLO; MAGALHÃES. Ensino de História: sujeitos, saberes e práticas. Rio de Janeiro: MauadX Faperj, 2007

PIMENTA, Selma; LIMA, Maria do Socorro L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.

SANTANA, Elisabete Conceição et al. A construção da escola primária na Bahia: guia de referências temáticas nas leis de reforma e regulamentos, 1890-1930. Salvador: EDUFBA, 2011

SAVIANI, DemervalPolítica e Educação no Brasil. Campinas-SP: Autores Associados, 1997.

LOMBARDI, José Claudinei; SANFELICE, José Luís; SAVIANI, Demerval (Org.). História e História da Educação: o debate teórico-metodológico atual. Campinas, SP: Autores Associados; HISTEDBR, 2006.

SCHEIBE, L. Formação dos profissionais da educação pós-­‐LDB: vicissitudes e perspectivas. In: AMARAL, A. L.; VEIGA, I. (Org.). Formação de professores: políticas e debates. Campinas, SP: Papirus, 2002.p. 47-­63.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora; BARCA, Isabel (org). Aprender História: perspectivas da educação histórica. Ijuí: Editora UNIJUI, 2009.

VICENTINI, P.; LUGLI, R. História da profissão docente no Brasil: representações em disputa. SP: Cortez, 2009.

 

 

ST 3 – POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PAPEL DO ESTADO

 

Iracema Oliveira Lima

Pós-Doutora em Educação (UEL)

Doutora em Educação (UFSCar)

Professora Titular do curso de História e do Programa de Mestrado em Educação (UESB)

 

Wilson da Silva Santos

Doutor em Filosofia e História da Educação (UNICAMP)

Professor Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Nas três últimas décadas no Brasil, vivenciou-se uma série de reformas educacionais marcadas pela atuação do Estado. Dentro do pacto federativo republicano, propostas como centralização e descentralização repercutiram na concepção das LDB’s, dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), dos Plano Nacional de Educação (PNE) e  evidenciaram a influência dos organismos internacionais nas políticas educacionais. Este Simpósio Temático parte da tese segundo a qual só é possível entender as reformas educacionais no período republicano, mormente iniciadas nos anos de 1990 e aprofundadas em suas contradições nos governos Lula, Dilma e Temer, caso compreenda a relação entre a redefinição do papel do Estado e as políticas educacionais implementadas sob a ótica desse aparato estatal, que se pode denominá-lo de estrutura de sociedade política neoliberal. Portanto, este Simpósio Temático busca discutir a esfera da educação pública enquanto fenômeno que está indissociável do desenvolvimento socioeconômico. Partimos do pressuposto que não se apresentam políticas públicas em educação sem pensar o redimensionamento do Estado, principalmente na história recente em que o seu papel implicou em impasses profundos, como o limite do financiamento, a privatização, a ampliação do público não estatal (Organizações Sociais – OS), a autonomia escolar, o financiamento, o acesso e permanência na educação, etc. Em consonância com tais objetivos, o Simpósio Temático aqui proposto receberá trabalhos de pesquisadores e docentes do Ensino Superior e da Educação Básica, bem como de estudantes do ensino superior. 

 

Bibliografia

 

BOITO JR, Armando. Estado, política e classes sociais. São Paulo: Editora Unesp, 2007.

CARNEIRO, Eny Maia Moaci. A reforma do ensino médio em questão. São Paulo: Editora Biruta, 2000.

FRIGOTTO, Gaudêncio (Org.). Escola “sem” partido: esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro: UERJ, LPP, 2017.

GENTILI, Pablo A. A.; DA SILVA, Tomaz Tadeu (Org.). Neoliberalismo, qualidade total e educação: visões críticas. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

GRAMSCI, Antonio. Caderno do cárcere: os intelectuais. O princípio educativo. Jornalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

_______. Caderno do cárcere: Maquiavel. Notas sobre o estado político. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

LOMBARDI, José Claudinei; SAVIANI, Dermeval (Org.). Marxismo e Educação: debates contemporâneos. Campinas, SP: Autores Associados: HISTEDBR, 2005.

LOMBARDI, José Claudinei; SAVIANI, Dermeval Saviani; NASCIMENTO, Maria Isabel Moura (Org.). A escola pública no Brasil: história e historiografia. Campinas, SP: Autores Associados: HISTEDBR, 2005.

LOMBARDI, José Claudinei; SANFELICE, José Luís (Org.). Liberalismo e educação em debate. Campinas: Autores Associados: HISTEDBR, 2007.

MARX, Karl. Crítica do programa de Ghota. São Paulo: Boitempo, 2012.

NEVES, Lúcia Maria Wanderley. Educação e política no Brasil hoje. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1999.

_______ (Org.). Educação e política no limiar do século XXI. Campinas, SP: Autores Associados, 2000.

DUARTE, Marisa R. T.; OLIVEIRA, Dalila Andrade (Org.). Política e trabalho na escola: administração dos sistemas públicos de educação básica. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

LOMBARDI, José Claudinei; SANFELICE, José Luís; SAVIANI, Dermeval (Org.). História e História da Educação: o debate teórico-metodológico atual. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados: HISTEDBR, 2006.

OLIVEIRA, Romualdo Portela de (Org.). Política educacional: impasses e alternativas. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1998.

ORSO, Paulino José (Org.). Educação, sociedade de classe e reforma universitária. Campinas, SP: Autores Associados, 2007.

PERONI, Vera. Política educacional e papel do Estado: no Brasil dos anos 1990. São Paulo: Xamã, 2003.

SAVIANI, Dermeval et. al. O legado educacional do século XX no Brasil. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.

_______. Educação brasileira: estrutura e sistema. 9. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.

SOARES, Rosemary Dore. Gramsci, o Estado e a escola. Ijuí: Editora Unijuí, 2000.

 

 

ST 4 - HISTÓRIA DAS MULHERES E ANTROPOLOGIA FEMINISTA: GÊNERO E SEXUALIDADE EM RESISTÊNCIAS E PERSPECTIVAS

 

Maria Lúcia Porto Silva Nogueira

Doutora em História Social (USP)

Professora Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Elizeu Pinheiro da Cruz

Doutor em Ciências Sociais (UFBA)

Professor Assistente do curso de Ciências Biológicas (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Os estudos feministas na perspectiva de gênero e de sexualidade têm contribuído de forma significativa para alterar os enfoques analíticos e os aportes teórico-metodológicos em trabalhos historiográficos, sócio-antropológicos ou outros que se fortalecem ancorados no diálogo interdisciplinar. Na prática, os feminismos e os seus estudos trazem avanços conquistados pela luta política das mulheres e dos LGBTQ+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queers e outras denominações de gênero e orientação sexual)  e nos ajudam a entender “gênero” e “sexualidade” não como “essência” ou “natureza”, mas como formas sociais (historicamente construídas) que estruturam modos de vida e, por conseguinte, a sociedade. Eles nos ajudam também a problematizar as narrativas que produzimos sobre a vida social, fazendo-nos romper com discursos heterocispatriarcais (formulação relacionada ao homem cisgênero heterossexual) para escrevermos/analisarmos/interpretarmos as práticas a partir da simetria entre as distinções de gênero e de sexualidade. Dessa forma, rompem com o binarismo das estruturas de poder para trazerem temas que são problematizados e ressignificados na intenção de incentivar as práticas cotidianas livres da violência e do desrespeito que aumentam as injustiças nas relações sociais. Novos olhares são possíveis para abarcar a multidimensionalidade dos sujeitos em suas formas de produção do corpo e da subjetividade, em suas trajetórias e presenças nos conflitos e embates sociais. Sem esgotar a complexidade das discussões, o presente simpósio propõe abrigar trabalhos que discutam as violências de gênero e de sexualidade; a invisibilidade das mulheres e  dos LGBTQ+ nos processos sociohistóricos; reflexões pautadas na interseccionalidade de gênero, corpo, sexualidade e etnia entendidas como construções discursivas e históricas. Desse modo, propõe acolher análises teóricas e práticas que se coloquem como  contestação ou crítica às formas normativas, hegemonicamente definidas a partir do heterocispatriarcado em diferentes tempos históricos.

 

Bibliografia

 

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. Nordestino: uma invenção do falo. Uma história do gênero masculino (Nordeste – 1920/1940). Maceió: Edições Catavento, 2003.

BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

DIAS, Maria Odila L. S. Novas Subjetividades na Pesquisa Histórica Feminista: uma Hermenêutica das Diferenças. In: Estudos Feministas. Rio de Janeiro: UFRJ, Centro Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos, v.2, n.3, 1994.

DIAS, Maria Odila L. S. Teoria e Método dos Estudos Feministas: Perspectiva Histórica e Hermenêutica do Cotidiano In: Uma Questão de Gênero. Rio de Janeiro: Rosa dos tempos, 1992.  

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade. V. 1. São Paulo: Graal, 2010.

_____. O saber gay. Ecopolítica, 11: jan-abr, 2015, 2-27.

HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu. 5. 1995, 07-41.

JESUS, Jaqueline Gomes de (Org.). Transfeminismo: Teorias & Práticas. 2  ed. Rio de Janeiro: Metanoia Editora. 2015.

LEDUC, Guonne (dir.) Nouvelles sources et nouvelles méthodologies de recherche dans les etudes sur les femmes. Paris: L´Harmattan, 2004.

LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho. Ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

MARUANI, Margaret (dir.). Femmes, genre et sociétés. L´état des savoirs. Paris: La Découverte, 2005.

PEDRO, Joana. Relações de gênero como categoria transversal na historiografia contemporânea. Topoi, v, 12, n. 22, jan.-jun., 2011, 270-283.

PERROT, Michelle. Minha História das Mulheres. São Paulo: Contexto, 2006.

______. Les Femmes ou les Silences de l´histoire. Paris: Flamarion, 2001.

PRECIADO, Beatriz. Manifesto contrassexual. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: n-1 edições, 2014. 

SCOTT, Joan. História das Mulheres. In: BURKE, Peter. (Org.). A escrita da História. São Paulo: Unesp, 1992.

______. Gender and the politics of history. Columbia University Press, 1988.

______. Gênero: uma categoria útil de análise. Educação e Realidade, Porto Alegre, 16 (2), p. 5-22, jul/dez. 1990.

SOIHET, Rachel. História das Mulheres. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Org). Domínios da História. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997.

 

 

ST 5 - DIÁLOGOS COM AS CIÊNCIAS HUMANAS: TEORIAS E PRÁTICAS

 

Gabriela Silveira Rocha

Doutora em Geografia (UFS)

Professora Assistente do curso de Geografia (UNEB/Campus VI)

 

Joaquim Antônio de Novais Filho

Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

Professor Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Luciana Oliveira Correia

Doutora em Educação (Universidad de Alcalá, ESP)

Professora Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: O presente simpósio temático, de caráter interdisciplinar, objetiva reunir pesquisadores, professores da educação básica, estudantes de graduação e pós-graduação que abordem em seus trabalhos as problemáticas em torno do ensinar e aprender História e Geografia e/ou explorem os seguintes aspectos: as potencialidades das novas linguagens; o processo de formação docente, inicial e continuada; a aproximação entre a universidade e a escola; os desafios contemporâneos ao ensino das Ciências Humanas; o papel da reflexão teórica no desenvolvimento das práticas de ensino.

 

Bibliografia

 

ALMEIDA, R. Doin de. Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007.

BARCA, Isabel. Literacia e Consciência Histórica. Educar, Curitiba, Especial, p. 93-112, 2006.

BURKE, Peter. A Escola dos Annales (1929-1989): a Revolução Francesa da historiografia. Tradução: Nilo Odalia São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997.

CARVALHO, G.S. Literacia Científica: conceitos e dimensões. In: Azevedo, F. & Sardinha, M.G. (Coord.). Modelos e práticas em literacia. Lisboa: Lidel, pp.179‐194 (2009).

CHAGAS, I. Literacia científica. O grande desafio para a escola. In Actas do 1º encontro nacional de investigação e formação, globalização e desenvolvimento profissional do professor. Escola Superior de Educação de Lisboa.(2000)https://www.eselx.ipl.pt/Iencontro/Actas/textos/Paineis%20Chagas.htm

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados, Cortez, 1988.

_______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

MATEUS, E. Atividade de aprendizagem colaborativa e inovadora de professores: ressignificando as fronteiras dos mundos universidade-escola. 2005. 327fl. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.2005.

SCHMIDT, M.A. Literacia Histórica: um desafio para a educação histórica no século XXI. História & Ensino, Londrina, V. 15, p.09-22, Ago 2009.

SAVIANI, Demerval. Breves considerações sobre fontes para história da educação. In: Revista HISTEDBR On- line, Campinas, n. especial, p. 28-35, ago. 2006.

SILVA, L. U.; FERREIRA, C. C. O cidadão geograficamente competente: competências da geografia no ensino básico. Infogeo, Lisboa, 15, p. 91-102, 2000.

VALENTE, M. O. Literacia e educação científica. Disponível em: https://www.educ.fc.ul.pt/docentes/mvalente/literacia_e_educacao_cientifica.pdf . Acesso em 28/02/2013.

SIMIELLI, M. E. O mapa como meio de comunicação e a alfabetização cartográfica. In: ALMEIDA, R. Doin de. Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007

 

 

ST 6 – ESCRAVIDÃO, LIBERDADE E PÓS-EMANCIPAÇÃO: ESTUDOS DE TRAJETÓRIAS DE POPULAÇÕES AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRAS 

 

Rosângela Figueiredo Miranda

Doutora em História Social (UFBA)

Professora de História (IFBaiano -  Guanambi)

 

Simony Oliveira Lima

Mestre em História Social (UFBA)

 

Resumo: O Simpósio Temático objetiva reunir pesquisadores da temática da escravidão, da liberdade e do pós-emancipação na Bahia oportunizando aos participantes debates sobre diferentes perspectivas de análise, abordadas em seus aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. As referências historiográficas atuais que corroboram com pesquisas da história social da escravidão lançam um olhar atento sobre as mais diversas experiências de escravizados e suas redes de relações com senhores, forros e livres pobres. Dentre as experiências descortinadas nos mais variados lugares do Brasil, tem-se destacado a relevância da família escrava, da alforria, das redes de solidariedade e demais estratégias ressignificadas no contexto da escravidão. Outros temas importantes e caros ao debate a exemplo da microeconomia escrava, tráfico interprovincial, raça e racialização, além do estudo de trajetórias, são ainda bem recepcionados aos debates propostos no ST. Estudos já consolidados oferecem importantes interpretações sobre sentidos da escravidão, da liberdade e do pós-emancipação, tendo em vista o protagonismo de populações africanas e afro-brasileiras. Conhecer trajetórias de vida, lutas, resistências, permite-nos compreender melhor demandas do presente por maior inserção social de populações negras e indígenas e permitem fundamentar pautas de ações afirmativas. Nessa medida, esse Simpósio Temático objetiva o diálogo entre pesquisadores, possibilitando reflexões sobre metodologias no trato a fontes históricas e debates no campo conceitual, fundamentais aos nossos estudos historiográficos.

 

Bibliografia

 

ALENCASTRO, Luís Felipe de. O trato dos viventes: a formação do Brasil no atlântico sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

ALMEIDA, Kátia Lorena Novais. Alforrias em Rio de Contas – Bahia: século XIX. Salvador: EDUFBA, 2012.

BARICKMAN, B. J. Um contraponto baiano: açúcar, fumo, mandioca e escravidão no Recôncavo (1780-1860). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

______. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

COSTA, Alex Andrade. Tramas e contendas: escravos, forros e livres constituindo economias e forjando liberdades na baia de Camamú, 1800-1850. 2016. 214 f. (Tese de Doutorado). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal da Bahia, 2016.

FRAGA, Walter. Encruzilhadas da liberdade: história de escravos e libertos na Bahia – 1870-1910. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.

GENOVESE, Eugene Dominick. A terra prometida: o mundo que os escravos criaram. Rio de Janeiro: Paz e Terra: Brasília-DF: CNPQ, 1988.

GONÇALVES, Victor Santos. Escravos e senhores na terra do cacau: alforrias, compadrio e família escrava (São Jorge dos Ilhéus, 1806 – 1888) Ibicaraí/BA: Via Litterarum, 2017.

GUEDES, Roberto. Egressos do cativeiro: trabalho, família, aliança e mobilidade social. (Porto Feliz, São Paulo, c.1798 - c.1850). Rio de Janeiro: Mauad X: FAPERJ, 2008.

LIMA, Simony Oliveira. “O ardente desejo de ser livre”: Escravidão e liberdade no sertão do São Francisco (Carinhanha, 1800-1871). 2017. (Dissertação de mestrado). Programa de Pós-Graduação em História Social. Universidade Federal da Bahia. 2017.

MIRANDA, Rosângela Figueiredo. “Em diligência de se libertar”: alforria, família escrava e tráfico interprovincial, no Alto Sertão da Bahia – Termo de Monte Alto (1810 - 1888). Tese de Doutorado. UFBA: Salvador, 2018.

NEVES, Erivaldo Fagundes. Sampauleiros Traficantes: Comércio de escravos do Alto Sertão da Bahia para o oeste cafeeiro paulista. Revista Afro-Ásia, Salvador, 2000, p.97-128.

NOGUEIRA, Gabriela Amorim. “Viver por si”, viver pelos seus: famílias e comunidades de escravos e forros no “Certam de Sima do Sam Francisco”, 1730-1790. 2011. 211 f. (Dissertação de Mestrado). Departamento de Ciências Humanas. Universidade do Estado da Bahia. Santo Antônio de Jesus, 2011.

ORTIZ, Ivanice Teixeira Silva. Trabalho escravo, laços de família e liberdade no Alto Sertão da Bahia.  Caetité (1830 – 1860). 2014. 150 f. (Dissertação de mestrado). Departamento de Ciências Humanas. Universidade do Estado da Bahia. Santo Antônio de Jesus, 2014.

PIRES, Maria de Fátima Novaes Pires. O crime na cor: escravos e forros no Alto Sertão – 1830/1888). São Paulo: Annablume, 2003.

______. Fios da vida: tráfico interprovincial e alforrias nos Sertoins de Sima – BA (1860- 1920). São Paulo: Annablume, 2009.

RAMOS, Danielle da Silva. A caminho da abolição: senhores e escravos no termo de Monte Alto – sertão da Bahia. In: Seminário Internacional: intercâmbios historiográficos (Argentina, Brasil, México). Sergipe: UFS, 2015.

REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos Malês (1835). São Paulo: Brasiliense, 1986.

______. SILVA, Flávio. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras. 1989.

SANTANA, Napoliana Pereira. Família e microeconomia escrava no sertão do São Francisco (Urubu/Ba, 1840-1880). 2012. 218 f. (Dissertação de Mestrado). Departamento de Ciências Humanas. Universidade do Estado da Bahia. Santo Antônio de Jesus, 2012.

SLENES, Robert W. Senhores e subalternos no Oeste Paulista: história da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

______. Na senzala uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava: Campinas, SP: Ed. da Unicamp, 2011.

 

 

ST 7 - TERRITORIALIDADES, PODER E SOCIEDADE NO ALTO SERTÃO DA BAHIA

 

Lielva Azevedo Aguiar

Doutoranda em História Social (UFBA)

Professora Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Marcos Profeta Ribeiro

Doutorando em História Social (USP)

Professor Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Zezito Rodrigues da Silva

Doutorando em História (UFF)

Professor Assistente do curso de História (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Os estudos sobre o Alto Sertão da Bahia vêm ganhando corpo desde a década de 90 do século passado e revelando um território economicamente dinâmico, estrategicamente relevante na consolidação do império pluricontinental português em terras americanas até o final do século XVIII e, posteriormente, como espaço de integração territorial do império brasileiro, ao contrário do que então estava consolidado na historiografia corrente. As pesquisas já consolidadas e outras em desenvolvimento dão conta de importantes circuitos mercantis que conectavam a região a importantes zonas econômicas (mineradoras, portuárias e agropastoris). Com isso, destacaram-se no cenário político categorias sociais associadas a essas atividades que atuavam, via de regra, em redes clientelares, familiares e religiosas, revelando-nos uma sociedade complexa, em certo sentido sofisticada e afinada aos ideais civilizatórios dos impérios em questão. Tais estudos firmam na historiografia um importante campo de conhecimento e pesquisa, sendo parte deles resultado das atividades desenvolvidas pelas linhas de pesquisa: Economia e sociedade e arquivos, bens culturais e patrimônio do Grupo de Pesquisa em Cultura, Sociedade e Linguagem – GPCSL e do Núcleo de Estudos do Alto Sertão – NEAS. Sendo assim, o propósito desse simpósio temático é congregar estudos diversos sobre a região alto sertaneja nos contextos mencionados, partilhar caminhos de pesquisa e promover o necessário diálogo a partir de diferentes olhares.

 

Bibliografia

 

AGUIAR, Lielva Azevedo. “Agora um pouco da política sertaneja”: a trajetória da família Teixeira no Alto Sertão da Bahia (Caetité, 1885-1924). Dissertação de mestrado em História Regional e Local. Santo Antônio de Jesus: UNEB-DCH V, 2011.

CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro das Sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

_______. A construção nacional: 1830-1890. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

CARVALHO, José Murilo de; CAMPOS, Adriana Pereira. Perspectivas da cidadania no Brasil Império. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima. Nas tramas das redes: política e negócios no império português, séculos XVI-XVIII. Civilização Brasileira, 2010.

FRUTUOSO, Moisés. “Morram marotos!”: antilusitanismo, projetos e identidades políticas em Rio de Contas (1822-1823). Dissertação de mestrado em história social. Salvador: UFBA, 2015. 139p.

__________. Circulação de impressos e antilusitanismo em Rio de Contas, Bahia (1822- 1831). BESSONE, Thânia et al.. Cultura escrita e circulação de impressos no oitocentos. São Paulo: Alameda, 2016.

GRAHAM, Richard. Clientelismo e política no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.

GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo (Org.). O Brasil Império. Vol.II – 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.

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